Especialistas revelam a verdade por trás dos estimulantes que prometem resultados imediatos para aumentar libido, seja através de pílulas alopáticas ou fitoterápicos
Estimulante feminino funciona?
Agora, a questão de milhões: o tratamento através dos estimulantes é realmente eficaz? Para os três especialistas entrevistados, a resposta é claramente negativa.
“Até hoje, não inventaram uma droga capaz de melhorar ou criar o desejo feminino. Existem dois tratamentos mais conhecidos nos Estados Unidos, que foram liberados pelo FDA [U.S. Food and Drug Administration], mas possuem, além de baixa eficácia, inúmeros efeitos colaterais”, clarifica Dani Fontinele.
Todavia, isso não significa que os estimulantes comercializados em território nacional funcionem para absolutamente nada. “Não existem quaisquer estudos científicos que comprovem o sucesso destes produtos na hora de potencializar o desejo. Contudo, os medicamentos disponíveis atualmente [‘Ginseng’, ‘Ginkgo Biloba’ e ‘Maca Peruana’], possuem propriedades que acentuam a energia e a disposição das pessoas. Estes, sem sombra de dúvidas, são componentes importantes para o sexo”, esclarece a terapeuta sexual.
Sendo assim, se o indivíduo estiver em uma época muito cansativa e estressante, o estimulante pode fornecer uma dose extra de ânimo. Todavia, Fontinele reitera que essa disposição contempla a vida de forma geral, não apenas a área sexual. “Se o seu problema for apenas o cansaço, pode ser benéfico. Mas isso definitivamente não significa que o remédio plantou o desejo em você”, afirma.
Ela também levanta o poder do efeito placebo, que pode fazer muitos acreditarem que estão com uma maior libido apenas por estarem tomando a substância.
Tipos de estimulante sexual
Existem inúmeros estimulantes disponíveis no mercado, contudo, o ‘Ginseng’, o ‘Ginkgo Biloba’ e a ‘Maca Peruana’ são os mais famosos. Dani Fontinele revela o que sabemos (até o momento) sobre cada um deles:
Ginseng
Segundo a terapeuta, o ‘Ginseng’ é o estimulante que possui mais dados de pesquisa. Entretanto, a maior parte das análises são voltadas à questões masculinas, especialmente a disfunção erétil. ”Ele é mais limitado para as mulheres. Temos conhecimento de alguns benefícios para o período da menopausa, pois ele ajuda a melhorar a excitação [que reitero, é diferente do desejo]. Neste caso, a paciente já sentiu a vontade, e o estimulante entra para potencializar a circulação sanguínea na região pélvica, trazendo mais lubrificação, por exemplo.”
Dani levanta um ponto essencial: os fatores que influenciam o desejo feminino. “Se uma mulher sente dor na relação, dificilmente terá vontade de transar. Aliás, os fatores fisiológicos, que englobam a parte hormonal, são a menor parte do problema. Questões sociais, culturais, o contexto em que aquela mulher está inserida, o momento da relação e o relacionamento em si é o que realmente ditará se ela terá desejo ou não”, declara.

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