“Um casal precisa fazer três tipos de sexo: o do dia a dia, aquele normal que acontece rapidinho à noite ou de manhã, para constar; o segundo, que chamo de sexo sensual, que dá para planejar, colocar uma lingerie diferente, perfume, tomar um banho mais gostoso antes; e o sexo ‘selvagem’, que é uma coisa bem mais especial”, sugere Dani Fontinele, terapeuta sexual e apresentadora do podcast Clitcast.
Ela costuma indicar aos casais que tentem praticar a terceira opção a cada seis meses ou, pelo menos, uma vez por ano: “Para sair do arroz com feijão, da água e sal.”
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Para a terapeuta sexual, mais importante do que qualquer posição diferente para explorar durante o sexo, é saber o que está fazendo. “Fazer aquilo que a parceria gosta. Você deve conhecer quem está com você, o corpo, o que gosta e como gosta, as preferências dessa pessoa. Essa é a parte principal para se chegar ao orgasmo, porque além de fazer um sexo selvagem, o que realmente importa é os dois chegarem ao orgasmo”, explica.
Ela reforça sobre as fantasias sexuais e compartilha exemplos como experiências de dominação. “Vale introduzir uma venda nos olhos, uma corda, algeminhas de sex shop, ou então uma fantasia de roupa mesmo, uma lingerie bem bonita, um salto, tem que saber o que vai agradar, porque não vai se fantasiar de coelhinha para o outro dar risada. Não é tão legal”, alerta Fontinele.
Segundo a especialista, uma boa opção é que o casal comece a planejar a experiência para sair da rotina com certa antecedência, seja no começo da semana ou dias antes para, desta forma, entrar no clima e despertar o desejo. “O segredo vai ser a antecipação, começar a falar sobre o assunto, assistir a um filme que tem a ver com esse ambiente todo para inspirar a conversa e explorar melhor”, sugere.
“Deixa uma calcinha no carro do outro ou na mochila do computador, um bilhetinho, alguma coisa com cheiro, uma algema, preparar o ambiente que você está planejando”, explica ela.
E quando chegar o momento, em casa, basta preparar o ambiente, que pode ser com vela ou algum cheiro, alguma coisa leve para comer. “A pessoa já vai chegar em casa acesa. O céu é o limite para ideias!” A sexóloga indica buscar outros lugares que não seja os de costume no sexo do dia a dia.
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Sexo lésbico sem rotina: um toque para deixar a experiência mais prazerosa
Com relação ao sexo lésbico, a sexóloga destaca que ocorrer ou não a penetração vai ser escolha das duas: “Tem mulheres que não gostam nem de dedo, outras gostam de dedos, vibradores, de bullets, não tem regra.” Ela acrescenta que a intimidade nesses casos costuma ser mais aberta.
“Normalmente, a relação entre duas mulheres é muito mais conversada, explorada, elas já sabem o que gostam. O sexo homem e mulher que é mais complicado mesmo, mais voltado ao pênis e à penetração”, ressalta. E reforça que, também neste caso, a posição não é tão importante para um sexo mais quente e fora da rotina. “Vale explorar a antecipação, a dedicação, o conhecimento uma da outra, as fantasias sexuais, jogar com o que cada uma gosta”, sugere Dani.
Sexo anal: o passo a passo para quem deseja testar essa experiência sem traumas
Se a prática do sexo anal está nos planos do casal para explorar uma nova experiência, é importante ir aos poucos. As especialistas dividem algumas dicas essenciais para transformar esse momento em algo especial e prazeroso, e não se tornar traumático.
“Existe uma preparação. Se nunca colocou nada no ânus, é bom treinar antes com um dedo ou um plug anal, tem uns bem fininhos, que são bons para a iniciação e vendidos em sex shops. Se a pessoa deseja fazer sexo anal, é bom fazer uma brincadeira antes, não precisa ir direto, até para saber se se sente bem”, aconselha Dani.
“Quando querem aprender em como praticar o sexo anal, dou algumas dicas que são essenciais”:
1. Conversa inicial:
Stephanie costuma orientar os alunos a terem uma conversa sincera e aberta com seus parceiros antes de testar a prática. “Conversar sobre o desejo de experimentar o sexo anal, saber se ambos estão interessados e confortáveis com a ideia. Discutir limites, preocupações e expectativas para garantir uma experiência positiva”, explica ela.
Dani acrescenta a importância de se fazer pelo interesse próprio, e não para agradar o outro: “Fazer pelo outro não dá certo, tem que estar com vontade mesmo.”
2. Fazer a chuca:
“Se refere ao processo de limpar o reto antes do sexo anal e que envolve a introdução de água no ânus para lavar a área interna, com o objetivo de reduzir o risco de fezes durante o ato. Um dos maiores medos na hora de realizar o sexo anal é ter algum resquício de fezes na cavidade anal”, afirma a empresária.
A sexóloga acrescenta que essa tensão muitas vezes atrapalha o processo. “Se a pessoa estiver com medo de fazer sujeira, não vai relaxar. Pode acontecer alguma coisa? Pode, porque dali não saem flores. Ela tem que estar ciente disso”, afirma ela, indicando o uso de enemas para quem não se sente seguro com a lavagem: “São descartáveis e dá para comprar em farmácia, é muito prático.”
Ela lembra ainda sobre o uso da camisinha: “Por mais que você limpe, sempre vai ter bactérias.”
3. Estímulo gradual:
Stephanie aconselha iniciar com estímulos externos. “Como carícias e massagem na área anal, antes de considerar a penetração. Isso permite que o corpo se acostume e se prepare para a experiência”, explica ela.
“O ânus tem dois esfíncteres. O externo, o que a gente controla, e que se a pessoa estiver tensa, vai fechar”, esclarece Dani, citando o motivo de ser importante a excitação “para relaxar”. E o esfíncter interno, que, como ela explica, não depende do nosso controle: “Por isso, o sexo anal não pode ser feito com uma única penetração, passou pelo primeiro e vai entrando aos poucos.”
4. Lubrificante:
O lubrificante é extremante necessário para a prática do sexo anal, isso porque o ânus, diferentemente da vagina, não possui uma lubrificação própria, por isso, use e abuse do lubrificante em todas as partes envolvidas na penetração.
“Tanto no comecinho, se quiser botar um pouco no dedo antes, quanto no pênis, aí pode dar uma boa lambuzada. Lubrificante à base de água, tomar muito cuidado porque óleo de coco, que algumas pessoas gostam de usar, acabam com a camisinha, e alguns lubrificantes com silicone também podem estragar a camisinha. Não esquecer e ser feliz, por favor.”
5. Posição confortável:
Escolher uma posição confortável para ambos é uma dica da educadora sexual. “Muitas pessoas gostam da posição de ladinho, porém, gosto muito de indicar que a pessoa que vá receber o sexo anal, fique por cima, assim ela/ele pode controlar e penetração do pênis no ânus”, explica.
6. Respeite os limites:
Stephanie alerta ainda sobre a atenção aos sinais do parceiro passivo. “Se houver qualquer desconforto ou dor intensa, pare imediatamente. Respeitar os limites mútuos é crucial para garantir uma experiência positiva.”
“A pessoa que vai fazer também tem que saber. Não é ir chegando e colocando tudo, é isso que traumatiza, porque causa muita dor. Mas seguindo essas dicas, dá para fazer um sexo anal gostoso e tranquilo”, garante Dani Fontinele.

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