Dani Fontinele, terapeuta sexual e sexóloga clínica, aponta que há uma condição histórica que explica o motivo do tema ainda ser tabu. Segundo a profissional, o prazer da mulher nunca foi considerado e este é um problema enfrentado até hoje, especialmente pela herança do cristianismo.
Como, por muito tempo, o sexo foi colocado como pecado e era feito apenas para procriação, os desejos da mulher foram facilmente colocados de lado.
“Se a mulher precisasse ter orgasmo para engravidar, a gente não estaria aqui hoje”, disse a sexóloga.
Ainda conforme a especialista, a forma como enxergamos o prazer do homem e da mulher é diferente. “Antigamente, o prazer da mulher era ficar em casa cuidando da casa e dos filhos. O prazer do homem era uma necessidade e um direito”, comentou ao G1
De acordo com Dani, apenas na década de 60, com o lançamento da pílula anticoncepcional, é que algumas mudanças mais drásticas passaram a acontecer.
“Por que foi tão revolucionário? Porque a pílula possibilita a mulher fazer sexo sem ser para engravidar. Até hoje, se a gente for ver, uma mulher que fala sobre sexo, que gosta de sentir prazer, que fala sobre orgasmo, é um absurdo, um tabu. São muitos anos para a gente apagar, que vamos ter de luta. A mulher tem desejo, pode gostar de sexo”, refletiu a sexóloga.

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